Lais on
Assim que ele se foi, desabei no choro, preferi deixa-lo fazer o exame, pra que quando conversassemos, não restasse duvidas.
Meu coração doía, mas era preciso falar logo a verdade, no fundo, eu tambem não aguentava mais.
A noite, quando Camila trouxe meu filho, contei a ela de minha conversa com Luan e ela concordou que era melhor realmente fazer aquele exame pra que ele não duvidasse de mim.
Sabia que depois do resultado, a cabecinha do meu filho ia ficar confusa, então, resolvi conversar com ele pra ir o preparando para o que viria, preferi não falar de exame, pois, conhecendo meu filho, sei que ele ficaria ansioso antes da hora.
-filho, vem ca, a mãe quer conversar um pouco com você.
-diz mamãe.
-filho, muita coisa vai mudar com você meu bem, a mamãe não pode explicar agora, mas, te prometo que vai dar tudo certo tá?
Amanhã, o Luan vai te buscar pra passar o dia com ele, e pra fazer uma outra coisa, e eu preciso que você colabore e seja obediente, o Luan gosta muito de você meu bem, eu preciso que você seja um bom menino.
-Eu tambem gosto dele mamãe, vou ficar comportado, eu prometo.
-eu amo você Miguel.
-eu tambem te amo mamãe.
Fiz meu pequeno dormir, e, em meio as lágrimas, tambem peguei no sono.
Luan on
Não consegui dormir nafa durante a noite, logo cedo, pulei da cama e fui buscar Miguel, ja que tinha conseguido marcar o exame.
Cheguei lá e apenas cumprimentei Laís por educação, eu estava com nojo dela, o pequeno veio correndo até mim me abraçando e depois de cumprimenta-lo e ouvir as recomendações de sua mãe, o levei para o carro e segui para o laboratório.
-Luan, aonde você está me levando? Perguntou quando pareibno sinal.
-hoje, vou levar você pra onde quiser, mas, primeiro, nós dois temos que fazer uma coisa um pouco chata.
-O que ? Me perguntou curioso quando patei em frente ao fundo do laboratorio.
Desabotoei seu cinto de segurança e o peguei em meu colo.
-Miguel, nós vamos fazer um exame de sangue.
-por que? A gente nem está doente...
-Eu sei cara, mas temos que fazer isso, vai ficar tudo bem, podemos ir? Pedi calmo e ele acentiu com a cabecinha.
Entrei com ele no colo e disse a moça o que viemos fazer, e ela pediu que esperassemos, pois a sala estava sendo preparada.
Vi o pequeno quietinho ao meu lado olhando tudo, parecia nervoso.
-que foi carinha, esta com medo?
-Sim, eu não queria ser furado, vai doer muito?
-vai ser rapido, você é um bom menino, eu vou ficar com você, não precisa ter medo, é só um furinho meu bem.
Logo a enfermeira nos chamou e entrei com ele, achei graça, eu na idade dele estaria esperneando, mas ele não, era calmo, muito educado.
A senhora me orientou que recolhece meu sangue primeiro pra passar a ele segurança e eu concordei.
Logo, ela amarrou o elastico em meu braço e fez seu trabalho, sorri pra Miguel que me encarava atento.
-sua vez rapazinho, disse a enfermeira e ele veio pro meu colo.
-Eu vou segurar você tá bom? Pedi e ele assentiu, só vai doer um pouquinho, você pode chorar se quiser, mas não vale puxar o bracinho tá?
-ta bom, mesmo com medo ele me respondeu
A senhora amarrou nele o elastico e ele se virou pra mim, coloquei sua cabeça em meu peito e assenti pra que ela recolhece.
Quando sentiu a picada, ele não fez birra e nada do tipo, apenas deixou uma lagriminha cair continuando quietinho.
-passou meu bem, agora podemos ir aonde você quiser.
-podemos ir na praça? Eu quero ouvir você cantar pra mim, quero conversar com você, falou e me emocionei, aquele garotinho já havia conquistado meu coração.
.
-hoje podemos fazer o que você quiser.
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