sexta-feira, 8 de julho de 2016

O encontro...

Laís on

Minhas pernas bambearam quando vi aquela loira parada na minha frente.
Bruna Santana, minha melhor amiga de infância, e irmã do meu primeiro e único amor, me encarava com um sorriso no rosto e eu não sabia o que fazer e nem como agir.

- não vai me dar um abraço coisa gorda da minha vida?

- meu Deus Bru,  você tá linda, digo a abraçando, mas, em seguida, olhei pra meu filho e falei, meu Deus,  ela não pode desconfiar, não agora, não depois de cinco anos, eles não poderiam saber do meu filho nunca.

- meu Deus, que garotinho lindo, quem é Laís?

- é o, ele é meu...

- Eu sou filho dela moça bonita, qual seu nome?

- Ô meu Deus, que principezinho, eu sou a Bruna Santana, amiga da sua mamãe,  falou abaixando da altura de Miguel.

- Santana igual o Luan?

- isso, isso mesmo, você gosta dele?

- sim, eu gosto muito, queria muito conhecer ele, mas minha mamãe fica triste quando ele canta, as vezes até chora...

- mas é falador viu senhor Miguel, Bruna, ele é criança, não liga pro que ele fala, ele cismou com isso...

- Qual a idade dele?

- quatro anos, menti.

- Não mamãe, eu não tenho quatro anos, tenho cinco, nasci no dia vinte de Dezembro de 2012...

Meu Deus, Santa inocência do  Miguel, quase morri engasgado com sua denúncia, comecei a tossir sem parar.

- Calma Laís, que foi isso?

- nada não,  eu só engoli fôlego, Miguel, senta e fica quietinho, a mamãe tem que fotografar a Bruna.

Meu filho, muito obediente, se sentou do lado de fora e ficou brincando com seu carrinho enquanto eu fazia meu trabalho.
A tarde passou rápida, Bruna não me questionou nada, por sorte, e Miguel,  estava quieto até eu ouvir seu grito entusiasmado do lado de fora.

- MAMÃE, MAMÃE, VEM AQUI,  VEM AQUI.
Gritou e percebi o choro em sua voz, pedi licença a Bruna e sai correndo pra dar socorro ao meu filho e quase caí pra trás quando abri a porta e sei cê cara com o Luan com meu filho emocionado em seu colo.

- É ele mamãe,  é o Luan Santana, falou com os olhinhos brilhando de emoção e ali,  senti meu mundo desabar, pai e filho juntos, sem saber da existência um do outro,  uma ligação tão bela, destruída por minha culpa.

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