Luan on
Miguel ão entendia o
motivo de eu não querer Laís por perto, ele estava ansioso por conta do exame e
queria a mãe por perto, mas, por enquanto era melhor evitar...
-Filho, voê vai ver sua mãe, mas não vai ser amanhã, o papai
já te explicou...
-Mas, papai, eu não aguento mais ficar longe e sem ver
ela...
-Então vamos combinar assim, se você se comportar e comer
direitinho agora, amanhã a noite o papai deixa você fazer uma chamada de vidéo,
pra você ver e conersar com a mamãe no computador tá bom?
-Não era assim, mas tá...
Dei o jantar a ele e tentei fazer ele dormir, nem o chá
dessa vez conseguiu deixar ele relaxado, meu moleque estava nervoso e me
cortava o coração ver ele desse jeito.
-Filho, você tem que dormir, vamos acordar cedinho amanhã...
-Não quero falar disso, declarou emburradinho e eu ri.
-Tudo bem, a gente não fala, agora fecha o olhinho e dorme
Miguel.
Depois de mais de uma
hora, ele finalmente dormiu, e, como eu esperava, de manhã, foi dificil tirar
ele da cama.
-Filho, levanta meu anjo, a gente precisa ir, não podemos
perdr a hora...
-Eu não quero.
-Não tem que querer mocinho, levanta agora, papai está
mandando.
Ele levantou emburrado e foi pro banheiro com um bico de
meio metro, marrento igual a mãe, droga, por que estou pensando nessa mulher?
-Não vai dar beijo de bom dia no papai?
-Bom dia, me deu um beijinho murcho e se arrumou quietinho
O caminho até o laboratório foi de total silêncio, ele não
disse nada e estava todo tristinho, mas, assim que entramos e fomos chamados,
eu vi que dessa vez eu teria trabalho.
-Vamos Miguel, é sua vez meu bem.
-Papai, eu não quero ser furado, falou com os olhinhos
brilhando de lágrimas.
-Vai ser rapidinho filho, papai promete.
-Vai doer, falou já chorando e tentando se esquivar de mim
enquanto o enfermeiro observava a situação em silêncio.
-Filho, colabora com o papai, voê já fez isso uma vez
lembra?
-Lembro, e doeu muito, eu não quero.
Sem alternativas, tive que pegar ele no colo e entrar com
ele chorando. Me sentei com ele na cadeira destinada e estiquei seu braçinho
enquanto ele solusava de chorar, estranho, ele não era disso.
-Não chora assim meu amor, é só um furinho bem rápido, não
vai doer muito meu bem.
Logo o enfermeiro fez seu trabalho e tive que o segurar
firme, enquanto ele recolhia as 4 amostras de sangue.
-Papai, tá doendo, tira, manda ele parar...
-Calma meu filho, já tá acabando, shiiiiiiiiiiu, pronto,
prontinho, acabou miguel, já foi, doeu tanto assim?
-Sim, foi maldade, eu eu sei que vai dar coisa errada papai,
eu não queria furar, eu sei que não vai dar coisa boa nesse exame chato, falou
e gelei, criança as vezes tem mania de adivinhar as coisas.
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