Luan on
De forma tranquila, conversei com Miguel, meu pequeno sentia falta da mãe e tinha na cabecinha que ainda ficaríamos juntos.
Tentei explicar a ele da melhor e mais carinhosa forma possível, que isso não aconteceria, que eu não voltaria com Laís, mas, que ainda assim ele teria uma família.
Meu pequeno apenas acenou com a cabeça e não disse mais nada, sabia que ele não estava satisfeito, mas, não tinha outro jeito, ele tinha que entender que eu e Laís era passado.
Fiquei com ele no meu colo e lhe fazia cainho até o médico chegar, assim que ele bateu na porta do quarto, já vi me filho se arregalar e encolher em meu colo, sua mãe tinha razão quando disse que ele tinha pânico dessas coisas.
-Boa noite, sou dr Felipe, é aqui que mandaram me chamar?
-Sim Dr, prazer, falei apertando sua mão, fui eu que pedi que chamasse, meu rapazinho não anda muito bem...
-O que está sentindo mocinho?
-Papai...
-ele está a alguns dias dando dor de cabeça e apareceu com algumas manchinhas roxas no corpo, e, hoje cedo ele deu dor novamente, está com febre e vomitando.
Ele está morando comigo há apenas uma semana, não me conhecia, e, também trocou o primeiro dentinho essa semana, que, por sinal sangrou muito, mas, enfim, eu penso que isso possa a ser emocional...
-Bom, vamos dar uma olhada, tira a roupinha dele pra mim.
Tirei a blusa que meu filho vestia e o short de seu pijama, e meu pequeno se agarrou a mim quando o médico chego perto.
-Filho, ele só vai olhar, não vai doer, papai promete, fica quietinho, colabora com o papai, pedi baixinho pra que só ele ouvisse.
Fiquei ao lado do Miguel o tempo todo enquanto ele era examinado, ele não dizia nada, ficou quietinho, mas, do pouco tempo que estive com meu filho, conheço muito bem a ponto de perceber que ele realmente estava com medo.
-Prontinho pai, pode ajudar ele a se vestir.
Coloquei a roupa novamente em Miguel e questionei ao dr sobre o que tinha.
-E então Dr, o que ele tem?
-Pai, eu observei que essas manchas roxas nele, podem ser decorrentes de falta de ferro, mas, não posso afirmar nada sem antes ele fazer um exame de sangue detalhado, falou e Miguel me olhou com um bico trêmulo.
-Calma amor, não é hoje campeão, o papai te prometeu que não ia furar você hoje e vai cumprir.
-bom pai, ele vai tomar esse remédio agora pra febre, e eu vou te passar o pedido dos exames, como não são daqui, sugiro que assim que voltar os faça e encaminhe o resultado a um pediatra, pode não ser nada, mas, os sintomas dele não são muito comuns e merecem atenção, quanto mais rapido melhor, não deixe de fazer.
-pode deixar dr, assim que chegar eu levo ele.
Depois de medicar Miguel, o médico foi embora me deixando com meu pequeno, então, pedi dois chás matte e me deitei com ele pra esperar.
-papai, vai me furar de novo?
-é preciso meu bem, mas papai promete que vai ficar com você como aquele dia, mas fica calmo, é só daqui a uns dias...
-E se eu estiver doente?
-você não está, eu sei que não, falei engolindo o medo que eu sentia pela cara nada boa do médico.
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